quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Festival em Gurupi busca formação de cena local


No dia 8 de novembro em Gurupi, aconteceu a primeira edição do festival realizado pelo blog-irmão TO no Underground. Após muita correria do organizador Thiago Nose Blend para divulgar, arranjar som, definir o local e ainda burlar os bombeiros que não facilitavam a liberação do bar escolhido, o festival rolou. Alguns imprevistos ocorreram e poderiam comprometer caso o público fosse mais exigente. No entanto, a maioria dos problemas foge da culpa do organizador e outros se justificam pela falta de apoio. Por ser de Palmas, é inevitável que eu compare a cena de Gurupi com a da capital, e isso vai aparecer várias vezes no texto. Vamos falar de música.

Cheguei no Asa Delta Bar por volta das 22hs, e a primeira das nove bandas anunciadas já havia tocado. Pelos comentários, a Fool-R era formada por garotos que tocavam poppy-punk-emo alegrinho. A segunda banda a abrir o festival eram os metaleiros do Discórdia, que tocou somente músicas autorais e pareceu ser a banda mais séria a tocar por lá naquela noite, mas se prejudicou por tocar para um público formado apenas por adolescentes, e isso foi a noite inteira.

Depois dessas duas bandas, descobri que das nove bandas do flyer, as três principais não poderiam tocar por problemas individuais de seus integrantes. Era a Val Halla, de Gurupi; o Meu Xampu Fede, de Palmas; e a maior perda, a Territorial, de Araguaína. Isso meio que amputou o festival e mudou meu enfoque para as bandas locais.

A única banda de fora a tocar foi a Vertikal, de Palmas. Os meninos da capital estão até hoje comemorando a oportunidade de gravar e distribuir o primeiro cd ‘La Familia’, que será lançado pela Sony Music em 2009. A banda se sentiu a vontade no palco e mandou seu som fortemente inspirado pelos cariocas do Dibob, pediu apoio pelo Orkut para abrirem o show do NXZero que vai rolar em Palmas (isso é sério???), animaram a galera com o cover de “Dammit”, do Blink 182, e ainda arriscaram toda a dignidade da banda com a versão de “Bolinhas de Sabão”, do grupo baiano Babado Novo. Diante de um público com idade média de 15 anos e com suas rodinhas que se assimilavam às cirandas infantis, o que a Vertikal fez não chegou a ser vergonhoso.

A partir daí, começa a segunda e melhor parte do festival. Sobe ao palco a banda Revolcity, que tinha um baterista de muito bom gosto (vascaíno né bicho? hehehe), e uma menina no vocal. Tocaram algumas músicas autorais e o cover de “Sweet Child o Mine” com uma faceta bem pop-rock. De repente, um outro cara subiu ao palco e meio que expulsou a menina do microfone, mandando ela pro backing vocal. A galera se animou mais porque a banda passou a tocar músicas mais rápidas e pesadas, mas as músicas próprias ficaram de lado, dando lugar a covers de Rage Against the Machine e até Cueio Limão. Pouco depois, alguém me explicou que essa mudança na formação da banda está prestes a acontecer, já que a vocalista se mudará pra Palmas. Na minha opinião, falta só a banda ensaiar mais e buscar uma identidade.

“Hey rockers, não temam, os Piratas vem aí!”. Esse foi um trecho da música de introdução da maior surpresa positiva do festival. Os Piratas é um trio com muita pose de rock machão, e provou isso com o cover de “Stay Clean” do Motorhead, e também com a música própria intitulada “Morrer pela Pátria? Jamais!”. Ainda mandaram covers de “Civil War”, do Guns, e “Enter Sandman” do Metallica. Mas outro grande destaque do show deles foi que enquanto eles estavam no palco, a fossa do bar transbordou e o cheiro de merda invadiu o local. A banda aproveitou o momento mais que oportuno para tocar “Não Peide Aqui Baby”, versão de “Twist and Shout”, dos Beatles. Essa é uma banda que faz falta na capital, com um bom vocalista de rock n roll, e pode melhorar muito se acrescentar uma guitarra e trabalhar mais em composições próprias.

Para encerrar o festival, a banda mais ativa dentro e fora de Gurupi: Nose Blend. Pra variar, foi aquele show explosivo de sempre e com destaque para a presença de palco do vocalista Ívano, que já quebrava tudo durante os outros shows e não fez por menos durante o seu show particular de amor e ódio com o retorno. Com a simpatia e a espontaneidade de sempre, a Nose Blend se confirma como o melhor show de hardcore do estado (por quê não?). E a banda também mandou “Get Free” do The Vines, e “Smell Like Teen Spirit” (de quem mesmo???). Aproveitaram a oportunidade para homenagear o maior artista(bizarro ou genial?) de Gurupi, Zé Maria, com a versão da música “Shala-la-la, I Need You”.

Entre mortos e feridos, todos saíram vivos. A falta de identidade do público é reflexo da falta de identidade da maioria das bandas, que ainda não formaram uma cena na cidade. Não sei se o festival foi o primeiro passo, mas aliado ao blog TO no Underground, já pode ser considerado fundamental para o início de uma formação e consolidação do circuito underground em Gurupi.

Por Daniel Bauducco

domingo, 7 de setembro de 2008

Do Tocantins para o Mundo





E o rock no Tocantins não pára em 2008. As bandas estão mais maduras, bem articuladas e mais independentes de fato. Confira as principais atividades das bandas nas notícias abaixo.

A maior surpresa nessa semana foi a divulgação do projeto da banda Albion de gravar seu primeiro cd. Através de seu produtor executivo Melck Aquino, que conseguiu a proeza de levar a banda Mestre Kuka ao Rio de Janeiro e com turnê marcada em Portugal, a banda Albion viajará para São Paulo em dezembro para gravar seu cd intitulado provisoriamente “All Be One”, que contará com a participação e produção musical de Heraldo Paarmann, ex-guitarrista do Ultraje a Rigor. Para saber mais, clique aqui.

 

A banda palmense Engenho Novo, que após muitos ensaios está prestes a estrear nos palcos, acaba de gravar e disponibilizar sua primeira música chamada Amuleto aqui no Nausearréia através desse link. Essa é a primeira de uma série de três músicas que vão compor a primeira demo oficial, que tem como objetivo a divulgação para festivais. Para saber mais sobre a banda, clique aqui.

 

E retribuindo à invasão de bandas goianas que sempre acontece nos festivais tocantinenses, a Baba de Mumm-Ra e a Mata-Burro participam de festivais em Goiânia e Trindade nesse final de semana. A banda do Porkão, que está em fase de produção do seu primeiro cd/dvd oficial, tocará no festival Vaca Amarela na mesma noite dos paulistanos dos Forgotten Boys, e em Trindade tocarão com a Mata-Burro e bandas goianas que já tocaram em Palmas como Mortuário e Just Another Fuck.

 

Essas não são as únicas bandas com agenda fora do estado. A Boddah Diciro e o Meu Xampu Fede (sim, eles voltaram!) também estão com presença confirmada em festivais goianos. A Boddah voltará a Goiânia pela segunda vez no ano e tocará no Barbarella Music Festival, no dia 4 de outubro. O Meu Xampu Fede está confirmado para tocar dia 14 de novembro em Goianésia, e no dia seguinte na capital goiana.

 

Em Araguaína, a banda Territorial está envolvida em dois projetos. Após a gravação das 10 músicas que compõem o cd intitulado ‘Pernil’, eles estão em campanha para arrecadar grana suficiente para viabilizar a prensagem do cd físico. Caso queira ajudá-los, entre em contato com a banda através do orkut. Enquanto isso, você pode ouvir e baixar todas as músicas aqui. O outro projeto da banda é um evento idealizado por eles chamado Volume, que terá sua primeira edição no próximo dia 13, e vai trazer apenas uma banda como atração, nesse caso a própria Territorial, mas terá um espaço chamado Microfonia, com violão e microfone a disposição de quem estiver afim de tocar. A idéia é que o evento se torne quinzenal ou mensal com outras bandas se apresentando. Mais informações aqui.

 

Seguindo a onda de profissionalização entre as bandas tocantinenses, no momento as bandas Stiff (Miracema), Corell (Palmas) e Clamor (Araguaína) se encontram em estúdio gravando suas demos.

 

Para finalizar, deixo o aviso que a banda tocantinense de reggae La Cecília está concorrendo na categoria ‘Revelação’ ao maior prêmio da música independente nacional, o Prêmio Dynamite. Não é rock, mas vamos ajudar mais uma banda tocantinense a se destacar no cenário nacional. Para votar, clique aqui.

 

 

Por Daniel Bauducco

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

1° Burrada Festival exalta bandas locais


Noite de sexta-feira, dia 29 de agosto. Na capital tocantinense, a banda Mata-Burro reúne mais cinco bandas amigas, chama alguns outros amigos como voluntários e divulgam pela internet. Assim foi organizada a primeira edição do Burrada Festival, realizada no Tendencies Music Bar, e que contou além da banda idealizadora do evento, com Meros-Berros (Miracema) e as palmenses Corell, Críticos Loucos, Albion e Boddah Diciro. Ingressos a preços populares, entre 3 e 4 reais.


Com o tradicional atraso dos shows realizados em Palmas, um pouco antes da meia-noite subiu ao palco a banda Meros-Berros, que tem em sua formação o organizador do Agosto de Rock, o veterano do rock Cássio Cerqueira. A banda tocava seu punk rock oitentista com influências de Inocentes, Cólera, Ramones e até mesmo Pixies. A participação deles atraiu o público da cidade de Miracema ao evento, e despertou a curiosidade na maioria do público local.


Em seguida, foi a vez do Corell mandar seu hardcore para a galera ficar feliz em rodas. Prestes a gravar sua primeira demo, a banda está muito bem ensaiada atualmente, e o show contou com a participação de integrantes de algumas bandas, como o Magoo do Meu Xampu Fede, Alan da Críticos Loucos, e serviu como saudosismo em homenagem à época em que os eventos da Zoe eram realizados na feira da 304 Sul.


É chegada a vez da banda mais técnica do som pesado tocantinense, Críticos Loucos. E a não ser quando eles são prejudicados pela qualidade do som no local como foi no TO.M.E., fica cada vez mais fácil para eles fazerem um bom show. Única banda em atividade no estado com o cd gravado, eles ficam soltos no palco pra tocarem as músicas conhecidas pela galera, Sono da Morte e Carta aos 26.


Então, os donos da festa entraram com o jogo ganho. A Mata-Burro mostrou toda a energia que eles possuem no palco, aliada às letras de protesto e ironias. O deboche já começa pela grande presença de palco ser do pequeno vocalista Ithalo. O show também contava com a estréia de Hugão (Corell) substituindo o vocalista Remo, que por motivos pessoais mudou-se temporariamente de Palmas. Sobre essa mudança, a princípio considero que o Mata-Burro ganhou em presença de palco, já que o Hugão não pára um segundo, por outro lado, a voz do Remo é mais marcante e possui um contraste melhor com a voz do Ithalo. E o show ainda teve alguns problemas técnicos com os microfones dos dois.


Com a galera já batida, a renovada banda Albion sobe ao palco por volta das 3hs. A banda mostrou que evoluiu muito tecnicamente, mas o forte de seu repertório continua sendo os covers, que aliás foram muito bem em Hysteria (Muse) e Semáforo (Vanguart). Em uma de suas músicas autorais, a única em português, eles parecem uma cópia de Cachorro Grande. Somado ao cansaço pelo horário, o bar se esvaziou, e somente alguns indies ainda se divertiam dançando em frente ao palco.


Restou à Boddah Diciro fazer seu show às 4hs da manhã só pra cumprir tabela. Pois muita gente tinha que trabalhar ou estudar na manhã seguinte, e o pessoal da Boddah, como bons profissionais que são, cumpriram com aquilo que haviam se comprometido. Uma pena.


O festival teve um público de aproximadamente 200 pessoas, e conseguiu cobrir as despesas, segundo o baixista da Mata-Burro, Bento Phyhy. E serviu como exemplo às bandas da cidade, que não precisa ficar aguardando convites de festivais pra tocar, dá pra se organizarem corporativamente e levar público aos shows somente com bandas locais. Basta força de vontade e correr atrás!


Por Daniel Bauducco

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

1° BURRADA FESTIVAL

Na próxima sexta-feira, 29, acontecerá a primeira edição da Burrada Festival. O evento será no Tendencies Music Bar, no centro de Palmas, a partir das 22 horas, com entrada a R$ 3,00 (para quem chegar até 23 horas) e R$ 4,00 (a partir das 23 horas). Subirão ao palco as bandas palmenses Mata-Burro, Corell, Críticos Loucos, Albion e Boddah Diciro, além da Meros Berros, de Miracema.


Idealizado e realizado pela banda Mata-Burro, o Burrada nasce com uma essência cooperativa, onde os músicos envolvidos trabalham em conjunto na organização do festival. “No princípio, o festival comemoraria o bem-sucedido primeiro ano da banda, mas pela falta de patrocínio, a data passou em branco, e agora a motivação é fortalecer a interação entre as bandas tocantinenses”, explica o vocalista Ithalo Henrique.


Em Palmas, muitas bandas reclamam da falta de oportunidades para tocar, e na direção contrária a isso, a banda Mata-Burro organiza seu primeiro festival. O experiente músico Bento Phyhy, baixista da banda afirma que atitudes como essas têm sido tomadas por diversas bandas no cenário roqueiro do Tocantins. “Na verdade, as bandas perceberam que têm que correr atrás. Hoje no Tocantins são poucas bandas que ficam esperando de braços cruzados, temos o exemplo do Agosto de Rock, quem faz o festival é o Cássio da banda Meros-Berros, em Araguaína as bandas sempre fazem eventos, o Nose Blend de Gurupi levaram o Raimundos pra lá” justifica Bento.


Ao público que comparecer restará se divertir ao som de seis bandas que apresentarão uma boa diversidade de estilos, do garage rock ao hardcore, passando pelo thrash/new metal, indie rock /british rock e grunge alternativo.


Local: Tendencies Music Bar

Data: 29/08/2008

Horário: 22h00

Ingressos: R$ 4,00 (Promoção: R$ 3,00 para quem entrar até às 23h).


Participação das bandas:

Meros Berros (garage rock)

Corell (hardcore)

Críticos Loucos (HC/thrash/new metal)

Mata-Burro (hardcore)

Albion (indie rock /british rock)

Boddah Diciro (grunge alternativo)


Por Daniel Bauducco

terça-feira, 29 de julho de 2008

BODDAH conquista oportunidade de gravar seu primeiro CD

No dia 22 de julho desse ano, a Fundação Cultural de Palmas divulgou a lista dos selecionados para o edital de cultura "Palmas pra Cultura". Entre os 100 projetos inscritos, apenas 25 foram aprovados totalizando R$ 333 mil em recursos. A lista inclui o projeto de gravação do primeiro cd oficial da banda Boddah Diciro.

A banda de rock Boddah Diciro teve seu projeto de gravação do primeiro cd oficial aprovado. Em sua primeira participação em um edital de cultura, a vocalista e guitarrista Sâmia Lima disse que estavam muito confiantes na aprovação do projeto pelo empenho que tiveram, “ainda assim foi uma surpresa ver uma banda de rock ser aprovada” segundo ela. "Esses R$15 mil vão viabilizar algo que batalhamos há tempos, que é o nosso cd, e durante esse semestre vamos abrir mão de muita coisa para fazer o melhor trabalho que conseguirmos” acrescenta.

Pelo cronograma imposto aos projetos aprovados, as gravações têm início em setembro, para que em novembro o cd já seja lançado. O cd deverá ser gravado em Goiânia no estúdio Rock Lab, e com produção de um dos produtores mais conhecidos do underground, Gustavo Vazquez. Segundo Sâmia, o cd terá 11 músicas, e passará por todas as fases da banda, e o pessoal já pode escolher quais músicas devem estar no cd através de uma enquete na comunidade oficial da banda no orkut.


Após ter sido a primeira banda tocantinense a lançar um EP, a Boddah busca com a gravação do cd atingir uma maior visibilidade e divulgação do trabalho. “Sem dúvidas vamos trabalhar fudido pra produzir nosso primeiro cd da melhor forma, e poder assim representar melhor o estado nos festivais que a gente tem tocado” conclui a vocalista.

Por Daniel Bauducco

sexta-feira, 25 de julho de 2008

ROCK NÃO TIRA FÉRIAS

The return of BABA

Dia 26/07, a noite caia e a correria apenas começava. Estava quase tudo pronto pra mais uma noite de roquenrou começar na capital. E na calçada do Tendencies alguém sentado cantarolava alguma coisa em alguma língua esquisita e bebendo uma ampola de Pedra 90....

A noite no palco de concreto prometia nada mais nada menos que Fígado Killer de GYN, mas infelizmente devido a um acidente gravíssimo com o pai da esposa de um dos membros fez por adiar o passeio no TO. Mas Luciano, guitarrista do Fígado e baixista fundador do HC-137 fez questão de vir e marcar presença no evento promovido pelo seu veeeeelho amigo André Porkão Donzeli. Nosso respeito e desejo de melhoras ao ente do Fígado.

Bom voltando ao clima bom da parada, a noite também era noite de regresso aos palcos das bandas ALBION e a BABA DE MUMM-RÁ. Além da banda hardcore CORELL. Ficaram com estas a responsabilidade de suprir a ausência do tão esperado Fígado Killer.

Eram 23:30 quando o público entrava e a banda ALBION subia ao palco depois de longos meses distantes do concreto mais almejado das bandas tocantinenses. A banda palmense já na ralação a 2 anos manda um rock bem britânico, que nos faz recordar os tempos de Echo & The Bunnymen, Bowie, Joy Division... O indie deles é profissa, com sintetizador e tudo, e mesmo os from hell’s admitem a qualidade do trampo de Pablo, Tadeu e Cia. Foi uma excelente apresentação digna do palco do Tendencies. Lamentação apenas ao numero de covers, mas mesmo eles foram sensacionais.

Chegou a vez do CORELL também matar sua saudade do “Concreto Sagrado do Chiqueiro”. Hugão e banda mais uma vez mandaram ver no que uma grande fração do publico de 150 pessoas aguardava pra fazer, uma grande e violenta roda de hardcore. Mandando musicas do repertorio da primeira fase da banda entre as novas, a banda contou com a ajuda na gritaria de membros da Baba de Mumm-rá, Críticos Loucos e Mata-Burro que subiram alucinadamente no palco pra apoiar os brother’s. Destaque a dois covers, um de Raimundos e uma homenagem ao Críticos Loucos com Carta aos 26.
Lamentável somente a pausa no show devido ao atendimento de uma denuncia que a POLICIA MILITAR cumpriu entrando no evento. Mas nada que atrapalhasse a noite de rock.

Era chegada a vez do tão esperado show que marcaria a volta da Baba ao palco de casa, era o que a maioria do público presente aguardava. Como diria a ironia do ditado “O bom filho a casa torna”, depois de demorados 2 anos, Porkão, Danihell’s, Ithalo, Marcão e o novo guitarra Jota encerraram a noite com chave de ouro. O repertorio? Musicas que o público sabe décor e salteado como “Dinamite no C# do Edir Macedo” misturadas às novas e inéditas musicas do novo repertório. O banho infernal de sangue no palco e o dilaceramento dos cartazes de Boy Band’s sempre foram um show aparte, somados à presença da Babete Val, que vestida de colegial servia de bandeja a sede da banda enquanto o Profano Bode Core rolava fudidamente. Do caralho. Destaque para participação de Lulu (assim chamado carinhosamente pelo Porko), baixista e fundador do HC-137 mandando a clássica “Fernando Collor”.

O publico não sentiu falta do Fígado Killer que só tornaria a festa ainda mais grandiosa e bonita. E saiu satisfeitíssimo com o que viu na noite em que o Rock Não Tirou Férias.

Isso aí!!!









Por Remo Daris

quinta-feira, 24 de julho de 2008

3° Junta Tribo Rock Fest em Rio Sono-TO

No dia 11 de julho, aconteceu na cidade de Rio Sono, localizada a 150 km de Palmas, a 3ª edição do Junta Tribo Rock Fest. O evento faz parte da programação de temporada de praia na cidade, foi organizado pelo jovem de 21 anos Daniel Barbosa, e teve o apoio da prefeitura e de comerciantes locais para que quatro bandas palmenses e uma de Miracema fossem trazidas ao evento.


Na semana que precede o dia mundial do rock(13/07), o rock foi trazido ao interior e mostrou a variedade que as bandas tocantinenses oferecem: do pop ao grunge, e do hardcore ao metal.


A única banda de Miracema, Stiff, foi a qual abriu o festival com músicas próprias e muitos covers de Nirvana no repertório, com destaque para Territorial Pissings. A segunda banda a se apresentar foi a Boddah Diciro, que também manteve o som grunge no palco, mas de forma mais original que a banda anterior, e com show à parte do baixista Daniel Mota e da baterista Dídia.


Então vamos para um dos momentos mais históricos e esperados da noite: o retorno aos palcos da Baba de Mumm-Rá, banda que já levou o nome do Tocantins para fora do estado há dois anos atrás, em sua participação no festival Goiânia Noise. E em sua volta, mostraram toda a vontade de antes, e deram o sangue(literalmente!) e as cervejas ao público em seu teatro mágico de horror.


Para mostrar a variedade dentro do rock, subiu aos palcos a banda de pop-rock Vertikal. O som da banda animou a galera local, principalmente por suas canções serem mais fáceis de se assimilarem.


Depois foi a vez de outro grande momento da noite: a banda Críticos Loucos encerrava o festival com o seu som pesado que mescla hardcore, metal e rap, quando mais de 15 jovens roqueiros subiram no palco e agitaram rodas lá em cima, obrigando os seguranças a pedirem para que o pessoal descesse, pois o palco estava literalmente andando. Como se não bastasse, os jovens pulavam do palco para que a galera que estava na frente os segurassem. Tudo em busca de diversão!


E o lema do festival justifica tudo: “Jovens que escutam rock são loucos, e homens que constroem bombas são normais”.


Por Daniel Bauducco

Entrevista com o Mata-Burro

Em entrevista cedida ao Paranoid Zine de Goiania, Remo da banda Mata-Burro fala um pouco sobre o começo, presente e projetos da banda para o futuro.


Confiram a entrevista.

E aí Remo, quanto tempo de banda?

Opa, primeiro obrigado por chamar a gente pra bater um papo mano. Bom velho, 1 ano e alguma coisa. A gente começou em março de 2007, dia 8. Daí pra cá a gente tem se dedicado integralmente a esse projeto.

O que vocês querem transmitir com o nome Mata-Burro?
A idéia foi minha juntamente com o Fernando Punk, um velho amigo daqui. A gente costuma dizer que o nome Mata-Burro é uma analogia perfeita para uma banda punk ou hardcore-punk. Anti-conformismo, anti-violência social, anti-corrupção, etc.

Porque dois vocais?
Não foi algo planejado, foi uma conseqüência das definições do começo da banda, com a entrada de um "guitarrista de verdade" (rsrs), eu e o Ithalo decidimos não tocar e só cantar. E ficou do caralho, hoje nem eu nem ele consegue cantar uma das nossas musicas sozinho.

A demo ficou boa, parabéns! Como foi a correria da gravação e como vocês conseguiram a participação do Zé do Caixão?
A gravação foi feita nas coxas aqui mesmo, com a estrutura que havia em mãos pra ser feita, infelizmente não mixamos pra ficar um pouco melhor, mas é um importante registro pra nós. Estamos já preparando um grande lançamento pro próximo semestre.
O Zé do Caixão? Ele veio aqui participar de um evento de cinema, aí o Bento (baixista) trabalha na Fundação Cultural e teve contato com ele, daí chegou com o MP3 na mão e pediu na cara de pau hehe... e o Zé, na figura sensacional que ele é, gravou na hora.

Quais são as influência musicais de vocês? E o que vocês andam escutando?
Isso é complicado, as influências de cada um são muito distintas (Grind, Punk Rock, HC, Trash 80'tista, NYHC), mas o consenso recai sobre o hardcore nacional tanto o clássico quanto o moderno. Calibre 12, Lobotomia, Ação Direta, Lixomania, Restos de Nada, etc.

Se aqui no DF/GO já é difícil ter uma banda de HC, imagino que aí em Tocantins deve ser mais difícil ainda, fale sobre isso e também nos dê um panorama da cena HC de Tocantins, bandas, locais de show, selos, etc....
Bom pra mim tudo depende de você acreditar no seu trabalho e conseguir convencer que seu trabalho é honesto e verdadeiro. Aqui as portas não estão fechadas, estão encostadas e esperando você abri-las e acredito que em qualquer lugar é assim. É difícil se mover mano, dar o primeiro passo, fazer o corre. A gente conseguiu fazer sucesso com HC e em 1 ano velho, isso porque a gente adquiriu o respeito dos outros artistas, do público, dos produtores de evento e de quem apóia o rock. Mas ainda assim é difícil porque a gente não depende só da cena local, toda banda quer ultrapassar as fronteiras da cena local e isso depende um pouco mais do que seu trabalho ser honesto e verdadeiro, é peroba na cara-de-pau e abrir a mão pra viajar e pagar do bolso, vender merchandising, e se possível ajudar a carregar as caixas de som, colaborar com os eventos, porque o underground precisa sobreviver.
Sobre as bandas daqui, somos apenas 2 bandas de hardcore mesmo, nós do Mata-Burro e o Corell, mas tem a galera dos outros estilos, que vivem e respiram hardcore conosco, como o Anorexia, Tefilah, Mucosa Anal, Dose, Críticos Loucos, Territorial, Nose Blend, Baba de Mumm-Rá... Estamos formando uma cena fudida.

Vocês estão conseguindo tocar constantemente fora de Palmas, como estão sendo esses shows?
Esse ano viajamos pra caralho. Fomos pra Cuiabá-MT tocar no Grito Rock, Uberlândia-MG no II Cultura em Peso, em Goiânia no IV Tattoo Rock Festival. Dia 20/07 vamos tocar na festa de lançamento do CD Descaso do Maltrapilhos em Brasília e em Setembro no Independência e Rock em Caldas Novas. Bom isso é o que eu to sabendo hehe. Parece que vamos em Curitiba também.
Os shows fora são fóda pra nós, aprendemos muito e lá fora (nos outros estados), que a gente observa nosso trabalho melhor e passamos a ouvir o que estamos fazendo. Isso internamente, porque as viagem em si sempre são legais e as amizades feitas sempre inesquecíveis e enriquecedoras.

Gostaram do show no Tattoo Rock Festival em GYN?
Gostei do show do Endrah (com o vocal do Corréra) kkkkkkkkkkk... Vou falar sério, eu vi todos os shows e gostei de todos. Na nossa vez no sábado, foi pra fechar a noite e depois de Linha de Frente e Endrah, e todo público estava lá pra vê-los, depois que tocaram o publico vazou. Mas quem ficou viu o regaço feito pela modesta banda do TO. GYN é do caralho também né mano, temos muitos amigos lá, o Biula do CFC, o Japão do Motherfish, o Bruno do Urban Cannibals, você também Natal. Tem muita gente interessada no rock goiano e a gente valoriza isso.

E o show no DF junto com Os Maltrapilhos dia 20/07, como está a expectativa?
A gente foi convidado pelo Marcio pra tocar lá, e a gente tava feliz com isso. Mas quando eu vi que era com o Maltrapilhos, Macakongs e Galinha Preta que eu cai na real. Velho é um objetivo alcançado, a gente queria isso no começo, estar ao lado deles e tá rolando nesse evento. Além de ser bandas em que a gente se inspira, são nossos amigos também, o Phu, o Frango, o Marcio.
É um show importante também por ser no DF e ser um evento bem direcionado pro Punk/Hardcore. Queremos fazer o melhor show de todos e aproveitar a viagem ao máximo.
Dia 19 a gente para no caminho em Goiânia pra um show no Julio's & Blues Bar também. Tocaremos com Asas da Vingança, Impeto e Utgard Trolls.

Irão gravar outra demo ou já vão partir para um CD oficial?
Deixa eu divulgar uma parada mano, a gente saiu na coletânea Rock Soldiers XIII com duas músicas, Humanos e Armas de Destruição. Coletânea fudida com bandas do Brasil todo. Tá nas lojas e na internet o Cd pra comprar.
A gente quer gravar uma demo no próximo semestre, uma demo bem produzida e de nível pra trabalhar em cima dela, pra depois, em 2009 a gente gravar um CD oficial. Vamos fazer a captação toda aqui e vamos mixar com o Frango (Galinha Preta-DF) ou com o Phu (Macakongs-DF). Essa demo vai chegar bem mais longe porque o material que a gente tem pra gravar vai surpreender muita gente, vai ser hardcore pra nego sair de pescoço duro e se quebrar no mosh pit, letras inconformadas e entendíveis.

Espaço Livre
O trabalho independente feito por todos da cena ultrapassa o papel das bandas. Os Zines, os Blog Zines, os organizadores dos pequenos eventos e os roadies, os coroas formadores de opinião e você que paga as entradas dos showzinhos de rock no seu bairro sem perguntar se tem "meia". A cena e o rock dependem primeiramente do trabalho dessas pessoas pra depois nós, as bandas, pensarmos em adquirir algum reconhecimento, primeiro temos que reconhecer o trabalho de vocês. Obrigado.
O resto da rapa manda um abraço também, o Magrelo, o Bento, o Ithalo (Kid Kodó), e o Tubarão.

Vocês podem encontrar a gente no Orkut e no Myspace
http://myspace.com/mataburrooficial

Valeu Natal, feliz natal kkkkkkkkkk

Entrevista feita por Natal Daris (Paranoid Zine-GYN)
http://paranoidzine.blogspot.com


Por Daniel Bauducco

Boddah in HELL

Boddah in HELL

No dia 28 do mês passado, a banda Boddah Diciro em excursão à bela e quente cidade de Cuiabá, fizeram mais uma apresentação na capital conhecida como Hell City pelo seu calor infernal.
Injustiça seria não publicar a nota que resenhou sua apresentação na Casa Fora do Eixo.


"Pena que tinha pouca gente, mas não mudou em nada. Se tivesse mais a vibe, o show foda, teria sido o mesmo. Já viu baterista ser front man? E front woman? É, a baterista ganha maior destaque pela performance arrasadora. Ela não toca bateria, ela dança na bateria. Seus movimentos leves, ágeis e determinados fazem muita gente babar. Porém, a alma da banda é o baixista. Quieto, ali na dele, mas que nada, quem dá o peso é o baixo. A vocalista e guitarrista não tem muito o que falar, perceptivelmente influênciada por Kim Gordon, do Sonic Youth, gritou, berrou, e surpreendeu. Já o guitarrista e vocalista, que tava na cara ser influenciado pelo Jack White, não chocou, mas cumpriu seu papel. Foi um puta show."

[http://www.hellcity.blogger.com.br/]


A banda palmense já é conhecida em Hell City. No ano passado, participou do Grito Rock roubando as atenções que seriam para a banda Feichecleres e despertando o interesse e a admiração do nosso velho conhecido Pablo Capilé (organizador do grito e cabeça do Espaço Cubo).

Parabéns Boddah!


Por Remo Daris


Foto por Paulo Kyd


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tefilah - Não Corte Meus Punhos

A Tefilah é uma banda de Palmas, que mistura metal com hardcore, com influências dos anos 90 e 00. A banda é formada por Magoo no vocal, Jânio na guitarra, Thiago Urso no baixo, e Tiago Menonita na bateria. O nome da banda de ideologia cristã tem origem judaica e significa oração, mas não no sentido de pedir ou agradecer algo, e sim a introspecção que dispõe, “momento em que nós gastamos olhando dentro de nós, vendo o nosso papel no universo e nossa relação com Deus”.

A banda que já tem um ano e meio de atividades, acaba de lançar sua primeira demo, com 5 músicas e intitulada “Não Corte Meus Punhos”. A demo foi gravada ao vivo no estúdio Sonic, em dezembro de 2007, e serve como registro do que eles produziram no primeiro ano de banda, e assim, divulgar o som pra fora do Tocantins também.

A demo tem uma bela arte de capa feita pelo próprio baterista, e chama a atenção que ao primeiro olhar é difícil identificar o desenho, que tem uma relação com as letras negativas, que são o reflexo do desespero sobre o fim do mundo que se aproxima com ações desenfreadas do homem. Destaco as faixas “Gritos” e “Babel Cairá”, faixas que iniciam e encerram a demo. Além dos harmônicos do guitarrista, e da forte presença do baixo em um som tão pesado.

De acordo com Magoo: “a idéia é melhorar a gravação dessas 5 músicas, e gravar mais 5, para que até o início de 2009 a gente consiga lançar o cd cheio”. Enquanto isso, a demo está à venda por R$ 5,00 nas mãos dos integrantes.












Ouça a demo aqui:

http://www.myspace.com/tefilahmosh

Por Daniel Bauducco

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Críticos Loucos - Coisas do Além

Foi lançado em maio no 4° PMW Rock Festival, o primeiro álbum oficial da banda Críticos Loucos, cuja banda também foi uma das atrações, nomeado “Coisas do Além”. Material que, sem dúvidas, é o melhor álbum rock produzido totalmente no Tocantins.
O trabalho conta com dez faixas, todas com uma pegada bem própria, letras cristãs e sonoridade forte, toda união do hardcore, rap e metal se faz presente, somado a uma ideologia religiosa.
Tretas e experiências vividas tornam-se inspiração para as letras, que junto com riffs pesados ao extremo e quebradas alucinantes de bateria formam músicas como “Sono da Morte”, “Carta aos 26” e “Apostasia”.
Segundo Thiago Play, baterista da banda, esse foi um trabalho árduo de cerca de seis meses desde idealização, gravação, mixagem e produção. Mas esse foi um tempo que valeu a pena pelo resultado final.
Além do disco a banda também trampou em um vídeo clipe fudido que jah está em seu site
http://criticosloucos.com.br/ além de ser sucesso local no youtube.
O trabalho serio e a preocupação com o futuro da banda garantem uma estrada de sucesso. E com certeza essa estrada está bem edificada.

Confiram o clipe no link:
http://www.youtube.com/watch?v=pyjA4-lt5mk&feature=related

No mais, metam a cara na net orkuteiros de plantão!!!

Por Ithalo Henrique.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mata-Burro faz show no triângulo mineiro




A banda palmense de HC Mata-Burro continua a aventura de levar sua música de timbres pesados e letras de protesto além dos limites do Tocantins. Dessa vez os vocalistas Remo e Íthalo, o guitarrista Thiago Tubarão, o baixista Bento e o baterista Magrelo vão se apresentar em Uberlândia, no triângulo mineiro, durante o "2ª Cultura em Peso".

O festival, que contará ainda com as bandas Corja (GO), Urban Cannibals (GO), V8 (Uberlândia), Soul Stone (Uberlândia) e Animais na Pista (Uberlândia) acontece no domingo, 18, a partir das 16 horas, no Goma Cultura em Movimento (Rua Floriano Peixoto nº 12)

A banda Mata-Burro fará esta viagem graças ao patrocínio da Batista Pereira Turismo.
Por Seleucia Fontes
Foto: Biula - Thiago Noseblend

domingo, 11 de maio de 2008

INVASÃO IMPEROZA NO TO!!!



No ultimo fim de semana, dia 10/05/08, rolou mais uma manifestação underground na capital palmense, a Invasão Imperoza. Um evento promovido pelo Pr. Alberto e a Comunidade ZOE de Palmas realizado no Tendencies Music bar.

O evento contou com a apresentação de Held Squier e Divine Storm, ambas de Imperatriz-MA, e Corell, Anorexia e Mata-Burro, todas de Palmas-TO.

O evento começou um pouco tarde, devido a movimentação na frente do recinto do Tendencies, como de praxe, mas logo quando começou e Corell sobiu no palco o público se apressou em entrar logo e curtir o hardcore de Hugão e Cia, que só não foi melhor devido ao curto repertório, mas no mais foi muito bom, com direito a coro da galera e tudo mais.

Logo ao fim da apresentação do Corell, começou a movimentação no palco da galera de Imperoza, era o Held Squier se preparando pra tocar. Quando começou a pancadaria, se viu o espanto da galera presente, era um som que nunca havia passado por Palmas. Pra quem é fã de As I Lay Dying foi um presente ouvir o metalcore do Held Squier. Parabéns à galera do MA.

Logo após foi a vez da velha conhecida do palco do Tendencies, o Mata-Burro. Meio que fóra do meio natural até que a banda dos velhotes Bento e Magrelo se saiu muito bem na noite do Metal e fizeram mais uma apresentação memorável no palco do Porkão. Com direito a cabeludo batendo cabeça ao som de hardcore.

Anorexia, essa sim foi uma grande surpresa pro público. Apesar de ser também uma velha conhecida do publico do TO, a banda Death de Juscelino, Tony, François, Caio e Cabeleira, fizeram uma apresentação pra ficar na memória como um dos melhores shows da banda com paredão e tudo levantando o público que esquentava as cadeiras.

Sim, era chegada a hora do Unblack Death Metal e da apresentação do Divine Storm de Segundo, o ex vocalista da banda Mortos de Imperatriz e de Potinho, o ex baixista do Meuxampufede. O começo tímido não tirou o brilho do show e da aula que o vocal deu. A banda death destilou um repertorio fudido e pesado pra galera de botas e cabelo comprido sair com o pescoço duro do recinto. Sensacional apresentação, digna de ter sido realizada no famoso palco do Tendencies Music Bar. Parabéns Divine Storm.

É isso, esse fim de semana apesar dos trocentos eventos que a capital sediou, o rock não deixou de acontecer. E quem mudou a programação ou descambou de longe de coletivo pra presenciar o evento, nossos agradecimentos em nome do rock. Parabéns também à organização e todas as bandas.


(Quem quizer conferir material do Divine Storm confira no site http://divinestorm.com ou no profile oficial no Orkut)

Aguardamos a proxima rockada!!!

Nausearréia Zineblog

sexta-feira, 9 de maio de 2008

TIRANDO

quarta-feira, 7 de maio de 2008

4º PMW (pra quem perdeu a gente diz como foi) FINAL




Sábado, segunda noite do PMW Rock Festival. Depois da fantástica primeira noite do festival, o público criou muitas expectativas para a segunda noite, ainda mais porque seria a noite em que a banda mais conhecida tocaria: Cachorro Grande!
Assim como no primeiro dia, muita gente perdeu os shows das duas primeiras bandas, que seriam Val Hala e Somos (SP). Mas ainda teve o agravante da banda Somos não tocar por falta de integrante, que não chegou a tempo para o festival. Ou seja, não foram apenas duas bandas que o público perdeu, mas sim três! Já que Mata-Burro teve de tocar mais cedo, sendo a segunda banda.
Quem assistiu as duas bandas locais, se surpreendeu com a Val Hala, que tocou um hard rock relembrando Bon Jovi, fazendo um show muito divertido. E Mata-Burro fez um show sem erros, com o seu hardcol trossover que já é conhecido dos roqueiros de Palmas. Além da excelente presença de palco dos dois vocalistas, já esperada.
Aí veio a primeira boa surpresa da noite: A banda Mugo, de Goiânia, formada por integrantes da banda de hardcore Just Another Fuck, eles apresentaram seu som e provaram que estão prontos pra lançar um cd o quanto antes, já que não ficam devendo em nada às bandas internacionais de new metal, além de excelente presença de palco de todos os integrantes. 30 minutos foi pouco!
Subiu a Mestre Kuca, que fez o show mais redondinho do festival, puro pop rock. Não animou muito o público, que já está acostumado com shows dos caras. Mas me surpreendeu com uma boa versão de “Passarim do Jalapão” do artista regional Dorivã.
Até que veio a Plêiades, a banda que mais deu o que falar! O baterista de 19 anos era o mais velho da banda que tem um guitarrista de 13 anos de idade. Isso já era um destaque, mas a falta de experiência da banda não trouxe um bom destaque. A (linda) vocalista de 15 anos cantava com claras influências de Arch Enemy, porém não conseguia firmar a sua voz, mas tentava compensar com uma das melhores presenças de palco do festival. O baixista, que tocava teclado ao mesmo tempo em que tocava baixo, era um bom músico, junto do baterista. Mas o guitarrista ainda não se garante. Tocaram covers de Raimundos e Sepultura errando muito. E o produtor da banda ainda fez o favor de arremessar as pessoas que subiam no palco para dar o mosh. Vá se tratar, vá fazer terapia, vá assistir shows de rock de verdade! Assista o show do Zefirina Bomba! Enfim, a banda tem potencial, mas não adianta pular etapas necessárias a consolidação de uma banda de verdade!
Subiu no palco então, a segunda boa surpresa da noite: a banda Lafusa! Vindos do mesmo berço que o Móveis Coloniais, os brasilienses apresentaram um rock misturado a MPB e bossa nova, lembrando muito os cariocas da Los Hermanos. Fez um dos melhores shows do festival, com direito a covers de “Roda Viva” (Chico Buarque) e Hey Jude (Beatles). Agradaram principalmente a galera mais “intelectual” do rock, com seu som tão bem elaborado. Que voltem mais vezes também!
Terminado o show da Lafusa, todos se reuniram na frente do palco a espera do início do show do Cachorro Grande, momento em que se pôde comprovar que tinha mais público do que na noite anterior. Os gaúchos da dita melhor banda brasileira da atualidade entraram sem cerimônias, emendaram um sucesso atrás do outro, sem muita conversa. Bem rock n roll mesmo! Tocaram músicas dos quatro cds, com o Beto Bruno alternando os vocais com o baixista e com o guitarrista, com o ponto alto durantes as execuções de “O Bom Brasileiro” e da perfeita (!!) “Dia Perfeito”. Ainda havia fôlego para o bis, quando tocaram as agitadas “Lunático” e “Sexperienced”. O show foi rápido e rasteiro! Só não foi indolor porque tinham muitos moleques chatos fizeram rodas até em “Sinceramente”, uma das mais lentas da banda, e ao invés de procurarem diversão, estavam procurando confusão batendo nos outros.

Mas o festival acabou, e ficam aqui os parabéns para a produção do PMW, que não teve culpa na maioria dos poucos problemas ocorridos. O som estava excelente, coisa rara de se ver! A cerveja tava gelada(no segundo dia congelada), e mesmo sendo Sol, é melhor do que a Nova Schin, oferecida no show do Capital Inicial. A comida é que podia melhorar, cachorro-quente meia boca a R$3,00 não rola! O público presente deu show, mas se o evento não fosse todo patrocinado, os produtores teriam tomado um puta prejuízo pela falta de público! Vergonha para o público roqueiro que não compareceu a um evento tão diversificado como esse!
Para os próximos eventos, os produtores já sabem que bandas trazerem de volta, e que darão um bom retorno! Que venha o TO.M.E.!
Texto: Daniel Bauducco
Nausearréia Zineblog